
Deixando os hermanos de lado, passei 14 dias de pernas para o ar. Primeiramente estive em Penha, Santa Catarina, para honrar o parque temático do Beto Carreiro com minha presença. Meu sobrinho foi meu fiel companheiro. Com ele passei por quase todos os brinquedos do parque. Sozinho mesmo eu fui a três: A torre do terror, Montanha-russa, e mais um parecido com o da torre, só que um pouco mais baixo, cujo nome não lembro. Testei minha coragem, meus nervos e meu preparo físico. Isso fez com que eu me apaixonasse pela adrenalina. Às vezes acredito que eu seja um masoquista ou narcisista. Pretendo ainda saltar de pára-quedas e voar de asa-delta. Depois eu penso em outros esportes radicais. Futebol não está com nada. O negócio são os esportes que testam os limites que nós nos impomos. O prazer da vida é realizar o que você nunca realizaria. Agir com o que é previsível se torna monótono. Além do mais, as nossas experiências sofrerão uma mutação fenomenal se passarmos de nossas balizas, criando, deste modo, histórias. Mas enquanto agirmos como verdadeiros inflexíveis não poderemos dizer que realmente aproveitamos nossa filosofia de vida, seja ela qual for.
Não obstante, o quesito filosofia de vida em Florianópolis tem de sobra. De Penha fui para a praia de Ingleses, passar meus últimos sete dias de férias. Concordo que a Ilha tem lá suas belezas naturais, mas a população me pareceu bastante heterogenia. Há várias tribos em Florianópolis, isto é, há diferenças de classes e culturas enormes. Contudo, isso não demonstra ser um problema por lá, quem é de Florianópolis sabe do que estou falando, a cidade possui um elemento em que as demais capitais carecem. Talvez por isso a ilha seja conhecida como ‘mágica’, ao menos para os turistas.
Agora estou de volta à realidade. As férias acabaram e eu terei que procurar significados para minha existência. Tenho que escrever, sinto falta disso. Tenho que ler, e o pior de tudo, agüentar o Hugo Chávez com suas bestialidades de socialista. A Venezuela está nas mãos de um Mao Tse Tung moderno. Do comunismo ao socialismo. Não tenho mais paciência para essas políticas ditatoriais farsantes de democracia. No caso da Venezuela, talvez ainda haja um dedo democrático, e Chavez sabe disso. No episódio de Cuba, para mim, nada muda. Esta ilha estará condenada à ditadura enquanto a família Castro estiver no poder. Não há liberdade econômica, social e democrática em Cuba há 50 anos. E tenho que sobreviver nesse mundo, porque foi nele que nasci. Já por aqui na tropicalidade, a CPI dos cartões corporativos parece uma tartaruga, ora sai, ora não sai. Se bem que não é mais nenhuma novidade pagar despesas pessoais com dinheiro público. Continuo com minha posição, isso tudo é culpa de Juscelino Kubitschek. Se ele soubesse no que Brasília se transformaria, ele jamais teria a construído. Ou teria? É... Amigos, estou de volta à realidade, sem as argentinas. Sou um legítimo brasileiro: reclamão e obsceno.